Arrecadação federal bate recorde em novembro com R$ 226,7 bilhões
Avanço de 3,75% em termos reais reflete alta do IOF, comércio exterior e aumento da massa salarial
A arrecadação do governo federal alcançou R$ 226,7 bilhões em novembro de 2025, marcando o melhor desempenho já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta segunda-feira (22) e indicam crescimento real de 3,75% em relação a novembro do ano passado, já descontada a inflação.
No acumulado de janeiro a novembro, as receitas somaram cerca de R$ 2,6 trilhões, também em nível recorde para o período. O montante representa avanço real de 3,25% na comparação com os onze primeiros meses de 2024.
Segundo a Receita, o resultado expressivo reflete uma combinação de fatores, com destaque para mudanças recentes na legislação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que elevaram a tributação sobre determinadas operações.
Apenas em novembro, a arrecadação do imposto chegou a R$ 8,6 bilhões, com crescimento real próximo de 40%, impulsionada principalmente por operações de crédito destinadas a empresas e pela saída de moeda estrangeira do país.
Outro vetor relevante foi o desempenho dos tributos ligados ao comércio exterior, beneficiados pela valorização do câmbio e pelo aumento das alíquotas médias. Além disso, a expansão da massa salarial contribuiu para o crescimento das contribuições previdenciárias, que totalizaram R$ 58,3 bilhões no mês, com alta real de 2,77%.
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal atingiram R$ 214,4 bilhões em novembro, registrando avanço real de 1,06% em relação ao mesmo período de 2024.
Já os recursos arrecadados por outros órgãos somaram R$ 12,4 bilhões, um salto real de mais de 90%. De acordo com o Fisco, esse movimento atípico está associado a um depósito judicial relacionado a um processo envolvendo o setor de petróleo.
A arrecadação do PIS/Pasep e da Cofins também apresentou desempenho positivo, alcançando R$ 49,6 bilhões, com crescimento real de 3,15%. O resultado foi influenciado pelo avanço do setor de serviços e pela maior contribuição de entidades financeiras, apesar da desaceleração observada em alguns segmentos do comércio.



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